segunda-feira, 3 de setembro de 2012

SOLIDÃO



à beira do mediterrâneo
encontrei uma gaivota agonizante
o vento antiquíssimo agitava um pouco as asas
enquanto ela se preparava para o momento final
por um instante ela deixou sua solidão desamparada
e me olhou com algum espanto
guardei distância e silêncio
em respeito à nobreza do embate

à beira do mar imemorial
encontrei uma gaivota 
profundamente solitária
Mazara del Vallo, agosto 2012


SOLECO

ĉe bordo de la mediteranea maro
mi trovis agoniantan mevon
tre antikva vento iom skuis ĝiajn flugilojn
dum ŝi sin preparis por la fina momento
nelongan tempon ĝi forlasis sian senrimedan solecon
kaj rigardis min kun iom da miro
mi silente restis je iom da distanco
respekte al la nobla alfronto

ĉe bordo de pramemora maro
mi trovis mevon
profunde solecan
Mazara del Vallo, aŭgusto 2012

3 comentários:

  1. A profunda solidão do instante da morte! Como sempre, muito bom, Paulo!

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  2. Tiu trista poemo bele kaj profunde priskribas la glacian solecon de la morto. Vera rekviemo!

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