ele mesmo me chamou,
o pequeno bosque.
tirou-me do espanto do mundo
em que vago errava,
colocou-me em perpétuo silêncio
entre as árvores maternas
a embalar meu passo
sob o tremor da folhagem dançarina.
eu não fui,
fui levado
em acalanto,
por entre troncos enrugados,
raízes descobertas,
estrias de sol entre ramos.
não há como resistir
ao silêncio do bosque.
o silêncio é uma sede.
soifo
ĝi mem min vokis,
la eta bosko.
forprenis min el la konsterno de l’ mondo,
kie mi erarvagadis,
metis min en porĉiama silento
inter arbojn patrinajn,
kiuj silente lulis mian paŝadon
sub la tremetado de dancanta foliaro.
mi ne iris,
mi estis portita
per lulkanto,
tra inter sulkoplenaj trunkoj,
parte nekovritaj radikoj,
sunstrioj inter branĉoj.
neeble rezisti
la silenton de bosko.
silento estas soifo.

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